
Recomendo a vocês o filme “A Massai Branca”. Conta uma história de amor de uma jovem branca de férias no Quênia, por um jovem guerreiro Samburu, da tribo Massai, na África. O romance é baseado em um livro autobiográfico de Corinne Hofmann. Quando faltam poucos dias para retornar a Europa, Carola Lehmann (Nina Hoss) conhece Samburu (Jack Ido), um jovem que usa armas e roupas tradicionais. Fascinada, ela logo se apaixona. Carola decide cancelar o vôo de volta e mandar seu namorado de volta sozinho. Enquanto ela decide percorrer o país do Quênia tentando reencontrar seu amor. Os Massai são velhos guerreiros, que deixaram de ter contra quem combater, ou só esporadicamente se envolvem em pequenas rixas com outras tribos. No entanto, sempre viveram em torno da produção de gado bovino e hoje, mais que nunca, a sua dedicação é total. Vivem em torno das manadas que protegem dos predadores naturais da região, nomeadamente dos leões, a que frequentemente têm de fazer frente para proteger os animais da sua manada. O leite é um dos alimentos fundamentais dos Massai, faz parte da sua dieta alimentar, quase em exclusivo. A carne é guardada para as ocasiões muito especiais. Esta história de amor inter-racial é uma reflexão no meio de uma região semiárida da África, onde a união de dois mundos evolui como uma flor com espinhos, pela falta de condições econômicas, de saúde, de moradia, higiene e as tradições culturais de uma tribo, que estão enraizadas. Na verdade, esta mesma história poderia acontecer em qualquer outro lugar do mundo, quando o amor bate o coração, não existe quem os separe ou “que o Supremo uniu não desgruda”.
MISCIGENAÇÂO
Quem nasce no Brasil é Brasileiro. Seja preto, branco ou amarelo e todos ou quase todos caem no samba-rock... É um carnaval no país do futebol. E toda diferença trás riqueza e o sangue que corre nas veias é o vermelho do povo de toda cor. Quem é que não mistura arroz com feijão ou sempre foi arroz com macarrão? O que mais tem é boi ralado na área. Zagueiro também come peixe, polenta e aipim fazem parte da nossa raiz. Chucrute e feijoada já deram forrobodó. Agora, já tem shusi no samba. É regando a horta de casa que a gente colhe salsa, cebolinha e manjericão. O Brasil é uma salada de fruta... Têm os anônimos que se revelam à luz de vela ou no escurinho do cinema com pipoca e amendoim. Muita gente gosta de mocotó, rabada, galinha caipira e uma costeleta. Sem contar os entendidos do clássico que adoram arroz à grega... Têm gente fina que faz Bossa, bebe caçacha e jura que só toma água mineral. Os famintos do nosso país chegam a brigar por uma sopa de pedra e são felizes. Todo mundo quer comer, beber e amar. “Oh, Deus nos salve da segregação, essa coisa hipócrita não faz parte desta nação”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário