quinta-feira, 29 de maio de 2008

As Vaginas da Minha Cidade







Depois de ter assistido “Os Monólogos da Vagina” de Eve Ensler, me dei conta que não sabia tanta coisa sobre aquele maravilhoso órgão feminino, por onde eu vim ao mundo e gosto de apreciar, respeitar como qualquer outro homem normal: Do ponto de vista moral e ético em sã consciência. Porém, há tantos outros que não gostam e outros que agridem a natureza feminina que até me choca e me faz refletir sobre a situação de mulheres agredidas e violentadas por criaturas que nem deveriam ter nascido. O monólogo que mais me chamou a atenção foi a “Minha Vagina era minha aldeia”, sobre mulheres violentadas. Seis jovens de seus 20 e poucos anos recuperadas, Bósnia e Kosovo, mais de 700 mil mulheres no mundo. (...) E muitos desses fatos nem sempre chegam a serem notificados, muitas vezes pelo medo e a represália dos malfeitores, as famílias vivem sob a lei do silêncio. (...) Em 2003, foram registrados 14.800 estupros no Brasil? Estima-se que afetem 12 milhões de pessoas em todo o mundo. Apenas nos EUA, calcula-se que cerca de 680 mil mulheres são estupradas e que 200 mil crianças são sexualmente abusadas, a cada ano. Recentemente no estado do Pára, uma jovem com problemas mentais foi levada presa e colocada numa cela com vinte apenados. Onde estavam os agentes penitenciários? Onde estavam os policiais? O que será daquela jovem no meio daqueles predadores? Quem será apontado como responsável? Também dedicarei um monólogo às mulheres vitimas da violência urbana: As Vaginas da Minha Cidade: Sete bons homens de fino saber criaram a vagina, segundo a tradição profana ou segundo a imaginação. Um oleiro modelou o barro olhando as maçãs que caiam das árvores do pomar, próximo do rio azul. Chegando à frente desta criação, veio um açougueiro que não gostou do feito e com uma faca afiada deu-lhe um talho certeiro. Um bom marceneiro, com dedicação fez um furo no centro com martelo e formão. Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno forrou com veludo o lado interno do canal e em quarto um bom jardineiro, chegando na hora forrou com um gramado, a parte externa como as asas de uma borboleta que ele alvejava no jardim. Em quinto, chegou um sagaz pescador esfregando um peixe, deu-lhe odor e disse faltar um limãozinho para ter um gostinho delicioso. Em sexto, o bom padre da igreja benzeu-a dizendo: "Têm hora para fazer xixi e para o sexo". Por fim um pirata, caolho e perneta chupou-a, comeu-a, e chamou-a de vagina. E, dizer que ela nasceu da costela do primeiro homem que dormia no paraíso solitário.

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