


Depois de ter assistido “Os Monólogos da Vagina” de Eve Ensler, me dei conta que não sabia tanta coisa sobre aquele maravilhoso órgão feminino, por onde eu vim ao mundo e gosto de apreciar, respeitar como qualquer outro homem normal: Do ponto de vista moral e ético em sã consciência. Porém, há tantos outros que não gostam e outros que agridem a natureza feminina que até me choca e me faz refletir sobre a situação de mulheres agredidas e violentadas por criaturas que nem deveriam ter nascido. O monólogo que mais me chamou a atenção foi a “Minha Vagina era minha aldeia”, sobre mulheres violentadas. Seis jovens de seus 20 e poucos anos recuperadas, Bósnia e Kosovo, mais de 700 mil mulheres no mundo. (...) E muitos desses fatos nem sempre chegam a serem notificados, muitas vezes pelo medo e a represália dos malfeitores, as famílias vivem sob a lei do silêncio. (...) Em 2003, foram registrados 14.800 estupros no Brasil? Estima-se que afetem 12 milhões de pessoas em todo o mundo. Apenas nos EUA, calcula-se que cerca de 680 mil mulheres são estupradas e que 200 mil crianças são sexualmente abusadas, a cada ano. Recentemente no estado do Pára, uma jovem com problemas mentais foi levada presa e colocada numa cela com vinte apenados. Onde estavam os agentes penitenciários? Onde estavam os policiais? O que será daquela jovem no meio daqueles predadores? Quem será apontado como responsável? Também dedicarei um monólogo às mulheres vitimas da violência urbana: As Vaginas da Minha Cidade: Sete bons homens de fino saber criaram a vagina, segundo a tradição profana ou segundo a imaginação. Um oleiro modelou o barro olhando as maçãs que caiam das árvores do pomar, próximo do rio azul. Chegando à frente desta criação, veio um açougueiro que não gostou do feito e com uma faca afiada deu-lhe um talho certeiro. Um bom marceneiro, com dedicação fez um furo no centro com martelo e formão. Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno forrou com veludo o lado interno do canal e em quarto um bom jardineiro, chegando na hora forrou com um gramado, a parte externa como as asas de uma borboleta que ele alvejava no jardim. Em quinto, chegou um sagaz pescador esfregando um peixe, deu-lhe odor e disse faltar um limãozinho para ter um gostinho delicioso. Em sexto, o bom padre da igreja benzeu-a dizendo: "Têm hora para fazer xixi e para o sexo". Por fim um pirata, caolho e perneta chupou-a, comeu-a, e chamou-a de vagina. E, dizer que ela nasceu da costela do primeiro homem que dormia no paraíso solitário.
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