
A década de 70 foi importante pelo surgimento de novos grupos musicais. "O tom reivindicatório presente nas letras da música negra norte-americana influenciaram o samba, alterando seu ritmo, dando origem ao chamado samba/swing ou o samba-rock, em Porto Alegre". Esta mudança musical, é bem representada pelo grupo Pau-Brasil (Bedeu, Leco Teles, Alexandre, Lequinho, Nego Luis e Cy) e pelo "guitarreiro" Luiz Vagner. A partir desa proposta, ganhou o Brasil graças ao trabalho feito por Bedeu e companhia, os compositores negros "começam a dar preferencia à batida de raiz africana, fonte de múltiplas diversidades sonoras e criativas". A figura indissociável do movimento samba-rock ou swing. Luiz vagner vem influênciando várias gerações de musicos brasileiros. Natural de Bagé, vive a mais de três décadas em São Paulo, onde desenvolve intenso trabalho como músico, compositor, arranjador e produtor musical. Luiz Vagner Lopes, o "Guitarreiro", o Doutor Swing, começou sua carreira musical aos nove anos de idade tocando bateria na orquestra Copacabana Serenader, do Maestro Vicente Lopes, seu pai, em Santa Maria. Em 1962, já em Porto Alegre, formou o conjunto "Os Jetsons", com repertório de música instrumental. Em 1966, surgiu "Os Brasas", que foi contratado pela TV Excelsior de São Paulo. Na Paulicéia, seu talento foi reconhecido e logo passou ser um dos músicos de estúdio mais requisitados da época. Com a extinção de "Os Brasas", na década de 70, Luiz Vagner se tornou produtor, arranjador e compositor da RCA Victor. No inicio da década de 70, lançou o compacto simples "Moro no fim da Rua" (Continental). Seu primeiro LP sairia em 1974, "Luiz Vagner Lopes Simples". Seguiram-se "Guitarreiro" (1976), "Fusão das Raças" (1978), "Pelo Amor do Povo Novo" (1980). Em 1985, apresenta o seu primeiro disco reggae, O Som da Negadinha, com a Banda Amigos Leais". Em 1987, converteu-se ao Budismo "Nitirem Daishonin". Nesta Fase, produziu dois discos independentes: "Cilada" e "Vai Dizer Que Não Me Viu". E, quase trinta anos depois, voltou a apresentar-se no Araujo Viana quase lotado. Integrou a primeira formação da Banda Zé Pretinho, de Jorge Bem Jor, em 1981. Bem Jor o homenageia com a múcica "Luiz Vagner Guitarreiro". Seus mais recentes trabalhos foram lançados em 2202: o CD "Swingante", uma coletânea de seus maiores sucessos, e o "Brasil Afro-Sul-realista" (Paradox), que como diz Luiz Vagner, "(...) Tem resgate, tem o agora e tem o futuro, compreensão e aceitação da maravilhosa confluência oculta da nova mestiçagem (...)" O músico gaúcho é conhecido por ser o criador de levadas e batidas inovadoras. Já participou de festivais franceses, como Jazz Vienne, Festival de Vaux Sur Seine, Festival de Auberil-Liuers. Fez duas temporadas na Rede Méridien de Hotéis na África e em Paris e uma no Cassino D´Evian na França. Ganhou titulo honorífico de Cidadão de Porto Alegre, a Comenda Carlos Gomes e o Prêmio Lupicinio Rodrigues.
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