
Nascida no interior do estado do Rio, mudou-se com a família para a capital do estado, radicando-se no bairro de Oswaldo Cruz. Lá acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região.Em 1940 casou-se e mudou para a Mangueira. Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê". Devota de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, participava de festas das igrejas da Penha e de São Jorge, cantando músicas de romaria.Considerada rainha do partido-alto, com seu timbre de voz inconfundível, foi homenageada por Elton Medeiros com o partido "Clementina, Cadê Você?".Além deste gênero gravou corimás, jongos, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira.Em 1968, com a produção de Hermínio Bello de Carvalho, registrou o histórico LP "Gente da Antiga" ao lado de Pixinguinha e João da Bahiana. Gravou quatro discos solo (dois com o título "Clementina de Jesus", "Clementina, Cadê Você?" e "Marinheiro Só") e fez diversas participações, como nos discos "Rosa de Ouro", "Cantos de Escravos" e "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, em que interpretou a faixa "Escravos de Jó".Em 1983 foi homenageada por um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de Paulinho da Viola, Joao Nogueira, Elizeth Cardoso e outros nomes do samba.
Laçador
Olha o boi lá, olha o boi lá
olha o boi lá Sá dona, olha o boi lá
veja que carreiro bom
é carreiro da fazenda
o carro ta na lama
o carreiro ta na venda
se quiser pinga da boa
mande o calango buscar
é nego tem perna fina
ele vai e volta já
olha o boi...
você pra cantar imagina
eu canto sem imaginar
trago letra na cabeça
como letra no jornal
Chiquinha compra e me vende
Totonha compra e me dá
comprei uma boneca
pra menina batizar
olha o boi lá Sá dona, olha o boi lá
veja que carreiro bom
é carreiro da fazenda
o carro ta na lama
o carreiro ta na venda
se quiser pinga da boa
mande o calango buscar
é nego tem perna fina
ele vai e volta já
olha o boi...
você pra cantar imagina
eu canto sem imaginar
trago letra na cabeça
como letra no jornal
Chiquinha compra e me vende
Totonha compra e me dá
comprei uma boneca
pra menina batizar
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